quarta-feira, 30 de maio de 2012

Devotos

A alma de uma festa como a do Divino se concretiza nos devotos. Pessoas de diversas camadas sociais que doam horas de seu tempo pelo bem e propagação da fé. Nesta nova galeria de postagens “Devotos” iremos relembrar devotos que se foram deste mundo, mas deixam saudade e vivem ainda na memória de muitos Mogianos.


Dona Amália - Amália Thereza Manna de Deus

Dona Amália viveu desde sua infância a Festa do Divino, filha de comerciantes que já na década de 1930 desde pequena auxiliava na organização. Durante os anos 70 e 80, anos de crise da Festa na cidade, Dona Amália se manteve persistente e zelosa. Foi juntamente com seu marido José Roberto de Deus, Capitão do Mastro de 1979 e Festeiros por três vezes 1982, 1983 e 1984. Dos anos 1990 a 2006, Dona Amália foi responsável por toda a parte Religiosa da Festa. Faleceu em abril de 2006 deixando saudade entre todos os devotos.




Nhá Zéfa - Josefina de Camargo Franco 

Josefina de Camargo Franco, ou simplesmente Nhá Zefa Onça, como era conhecida, tornou-se um símbolo do folclore de Mogi. “Nhá Zefa” é um caso exemplar. Ela morava com a família na fazenda de Zeca Franco, na serra do Itapeti, e desde menina “conviveu” com o Divino. Seu pai era “bandeireiro” e costumava sair pela morraria, a pé, ao lado do “esmolar” e uns músicos, para angariar donativos para a festa. Ela ia junto. “Nhá Zefa”, que viveu 91 anos, gostava de contar histórias fantásticas. Como a do pai que teve com seu pai morto. Ele teria lhe pedido para entregar ao Divino um dinheiro que arrecadara para a festa e que ainda estava em sua casa. “Nhá Zefa” foi conferir, estava tudo ali, guardadinho na morada do Divino. E ela pode concluir a tarefa do pai.