segunda-feira, 23 de abril de 2012

Império

Local destinado a cultuar o Divino Espirito Santo. Nos primórdios era montado o altar ao Divino na casa dos festeiros. Na atualidade é montada uma casa enfrente a Catedral de Sant’Anna e pode ser visitada durante os 10 dias de festa. Num futuro próximo a cidade ganhará a “Capela do Divino”, casa situada atrás da Catedral, onde comportará um Império fixo e o Museu do Divino.







Quermesse

Tradicionalmente realidade por gerações na cidade. A culinária é diversificada, pratos como Afogado, Tortinho, Pasteis, Churrasco, Doce de Abóbora, Cidra, Laranja e o Licor de Rosa-Sol. Prendem o paladar de visitantes e fiéis.   








A Procissão de Pentecostes

É a solene procissão em louvor ao Divino Espírito Santo que, partindo da Catedral de Sant’Anna, percorrem as principais ruas da cidade. Na Festa de 1989, teve início a montagem de altares nas casas de devotos, ao longo percurso da procissão, correspondente aos sete Dons do Divino. Cada altar é ornamentado na cor do Dom que representa e, quando da passagem da procissão, há uma breve parada, para que uma menina possa soltar a pombinha que representa aquele Dom. Na ocasião, o Sr. Bispo Diocesano, em cada uma das paradas, faz uma breve alocução sobre o significado daquele Dom para os devotos. Merece menção especial os tapete ornamentais, executados pelas escolas da cidade e que cobre as ruas Dr. Paulo Frontin e Dr. Deodato Wertheimer, sobre o qual passa a procissão. Igual menção deve-se fazer para o Andor do Divino.
Fonte: Jurandyr Ferraz de Campos. A Festa do Divino de Mogi das Cruzes










A Entrada dos Palmitos

A Entrada dos Palmitos, na Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, é um grande cortejo, considerado o ponto alto e um dos momentos mais importantes da festa, representando a chegada dos colonos para a festa de Pentecostes e, relembrando a chegada da população rural a cidade para agradecer a fartura da boa colheita. Todos os anos, o Entrada dos Palmitos acontece na manhã de sábado, véspera de Pentecostes (penúltimo dia da festa), e é acompanhado por milhares de pessoas, que ficam nas calçadas apreciando o cortejo formado pelos festeiros, capitães de mastro, devotos, grupos folclóricos (congada, marujada, moçambique), grupos de alunos, banda de música, carros de boi enfeitados com flores, fitas e produtos agrícolas, charretes, carroças e cavalheiros.

Fonte: Jurandur Ferraz de Campos. A Festa do Divino de Mogi das Cruzes.






A Festa do Divino em Mogi das Cruzes

Encontramos uma referência a Festa do Divino, acontecida em Jundiaí, que parece ser o mais antigo registro de que se têm notícias. Tratar-se de uma carta do capelão João de Moraes Navarro, ao Exmo. Sr. Gal. Rodrigues Cezar de Menezes, então na governança da Capitania de São Paulo, datada do sítio da Capela aos 19 de maio de 1723, onde dava contas de providências tomadas. Iniciava com as seguintes palavras: Indo Ter à festa do Santíssimo Espírito Santo a Villa e Jundiahy, etc. (Conf. Documento Avulso, publicação do Arquivo do Estado). Portanto, é se constatar que existem registros das realizações de Festas do Divino no interior de São Paulo, desde o início do século XVIII. Isso reforça a nossa conclusão de que, sendo a vila de Mogi muito mais antiga do que a de Jundiaí, a Festa do Divino já era comemorada popularmente aqui pelo menos desde o final do século XVII. É, assim,uma das mais antigas do Brasil, com mais de trezentos anos de fé e tradição.

Fonte: Jurandyr Ferraz de Campos. A Festa do Divino de Mogi das Cruzes.

Origem da Festa do Divino

Para os israelitas, a Festa de Pentecostes era celebrada cinquenta dias depois da Páscoa, sendo uma das quatro festas importantes do calendário judaico: Páscoa, Omar, Pentecostes e Colheita. Ela era conhecida, ainda, com nomes diferentes: das Ceifas, das Semanas, do Dom da Lei, e outros, tendo sido, primitivamente, uma festa agrária dos cananeus.
O culto do Espírito Santo, sob a forma de festividade, no sentido que iria adquirir mais tarde, se cristalizar no início da Baixa Idade Média, na Itália, com um contemporâneo de São Francisco de Assis, o abade Joachim de Fiori (morto em 1202), que ensinava que a última fase da história seria a do Espírito Santo. Suas idéias chegaram à Alemanha e espalharam-se pela Europa. Em Portugal, no séc.XIV, a festa do Divino já se encontrava incorporada à Igreja, como festividades religiosas. A responsável por essa institucionalização da festa em solo português foi a rainha D. Isabel, esposa do Rei D. Diniz (1.279-1.325), que mandou construir a Igreja do Espírito Santo, em Alenquer (Campos, 1996). Em solo português, ela seria fortemente marcada por influências de tradições judaicas, muitas das quais chegaram até nós.

Fonte: Jurandyr Ferraz de Campos. A Festa do Divino de Mogi das Cruzes.

A Entrada dos Palmitos: Mario de Andrade

Pena que o maior folclorista Mario de Andrade não pode acompanhar a Entrada dos Palmitos. Mario esteve em Mogi das Cruzes em 30 maio de 1936 para organizar as filmagens que o Departamento de Cultura estava realizando pelo em diversas cidades do Brasil, retratando as culturas e particularidades.
A Entrada dos Palmitos iniciou-se as 8h00 com de costume, mas Mario chega a Mogi das 12h00, só pode acompanhar as Cavalhadas e Congadas, manifestações que ocorreram na parte da tarde do sábado. Mario se encanta com os relatos de Mogianos relatando, ponto a ponto as características da Entrada.
“A Entrada das Palmeiras ou Entrada dos Palmitos, como a nomeia de preferência a gente do povo, realiza-se tradicionalmente em Mogi das Cruzes, durante os festejos do Divino e só por ocasião destes. As pessoas idosas do lugar dizem presenciar a cerimonia desde crianças, já com costume tradicional. Se trata, portanto de reminiscência muito antiga, cuja implantação se perde por trás dos anos”. 
Uma procissão organizada pelo povo sem liturgia, rodeada de cultos e manifestações chamam sua atenção. Além destes fatos, o intrigante é saber que Mogi uma cidade situada na Grande São Paulo, preserva tal manifestação, sem perder suas raízes.
A visita de Mario de Andrade resultou na compilação do artigo “A Entrada dos Palmitos (1)”, escrito para a Revista do Arquivo Municipal. Fatos presenciados por Mario chamaram muito sua atenção como a distribuição de donativos e comida para os devotos
“O Imperador (hoje Festeiro) não é apenas o homem que organiza e paga os festejos semi-religiosos do culto do Divino: é principalmente, pro povo, o homem do qual todos comem e bebem, às vezes por vários dias. Na festança Mogiana: no dia 29 houve distribuição de carne e de donativos aos pobres no açougue do Quinzinho”.
Cabe aos devotos de hoje passar essa tradição em diante, Mario de Andrade se encantou nos anos 1930 com a prevalência das tradições. Hoje 76 anos depois de sua visita, mantemos partes desta festa intacta.
ANDRADE, Mario. A Entrada dos Palmitos. Revista do Arquivo Municipal. III. XXXII. Departamento de Cultura, São Paulo, 1937, p. 51-64.

2º fase: Festa do Divino - Cultura & Tradição

Nesta fase será analisados momentos tradicionais da Festa do Divino e suas raízes. O que é a Festa do Divino para os Mogianos?


domingo, 22 de abril de 2012

Agradecimentos

Família Pinheiro Franco.

José Pinheiro Franco Filho. 

Eu e toda familia Pinheiro Franco, fomos agraciados com um belo e bem elaborado trabalho escolar desenvolvido pelo grupo integrado, entre outros, por Laerte Ciccone e Lucas Lemos, sob a supervisão do professor Glauco Ricciele, da Etec Presidente Vargas. Fica, publicamente, meu agradecimento aos brilhantes jovens e interessados alunos e, em especial, ao Professor Glauco pela disposição de manter viva a memória de nossa terra.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Elias Carroceiro & Um Homem


Entre os inúmeros nomes registrados no “Livro de Ouro”, dois chamam atenção “Elias Carroceiro” e “Um homem”. Possivelmente não pertenciam as altas classes exceto “Um homem” ou mesmo as famílias mais tradicionais de Mogi, como analisamos nas postagens anteriores.


“Elias Carroceiro” passava despercebido entre os mogianos, à sociedade só o reconhecia quando a mesma requeria seus serviços. Transportava desde de pessoas, moveis, entulhos e etc. Sua doação  de 5$000 não equipara com as de 100$000, sobre uma visão elitizada. O fator primordial se caracteriza na ação espontânea da doação e não nós valores citados. Não sabemos como o livro chegou ao conhecimento de Elias, mas seu ato de doar e não assinar como todos os anteriores, nome e sobrenome, ressalta sua humildade ou mesmo falta de instrução.

“Um Homem” doador de 10$000. Anônimo ou misterioso?  Rico ou Pobre? Não sabemos apenas suposições podem traçar o perfil deste individuo. Um caso parecido de anonimato ocorreu 31 anos depois e poder ser observado entre os inúmeros vitrais da Catedral de Sant’Anna de Mogi das Cruzes. Em 1954 a antiga igreja foi demolida na reconstrução do novo templo as doações foram essenciais para a efetivação da obra. Nos vitrais as famílias doadoras marcavam suas dedicatórias a entes falecidos ou mesmo toda a família. Na capela do santíssimo o vitral de São Pascoal Bailão é o unido de toda a catedral que não está gravado nomes ou dedicações, apenas “Oferece um Mogiano”. Já o coração da igreja “o sino” contempla em sua fundição 44 nomes das principais famílias de Mogi doadoras.

O ato de doar financeiramente se perpetua na história. Mas não podemos apagar da história os voluntários e pessoas que em muitas vezes, não puderam comparecer com recursos financeiros, estas não aparecem em livros, atas ou placas. Na construção da Catedral ficaram registrados apenas os “vencedores”, os “oprimidos” desapareceram desta história. Dos inúmeros pedreiros que ali trabalharam hoje não conhecemos a história de pelo menos um.

Em uma sociedade estas relações devem ser revistas e podemos reverter esta situação. Valorizando primeiro o ser humano sem distinção de classes deixando de lado recursos financeiros, status e egos.    

Olegário Paiva



Olegário Paiva nasceu em Mogi das Cruzes no ano de 1859, filho de Luiz Faria Paiva e Maria Miguel Paiva. Antigo comerciante de café na importante praça de Santos e sócio-gerente de grande casa comissária de café na mesma localidade, teve destacada vida profissional não só naquela cidade vizinha, mas também em sua terra natal. Sempre ligado aos anseios da população mogiana, bem como às suas necessidades, muito fez pelo seu povo e por sua comunidade. Homem culto e frequentador de bons espetáculos teatrais foi um poderoso sustentáculo na construção do Teatro Vasques, inaugurado a 6 de dezembro de 1902. Grande benfeitor da Santa Casa de Misericórdia foi, igualmente, um dos baluartes na fundação e conservação da mesma. Em diversas ocasiões levantou recursos para a manutenção de tão importante instituição de caridade. Sempre cercado de muito prestígio, consequência natural de sua esmerada educação e posicionamento social, elegeu-se Deputado à Junta Comercial de São Paulo em 9 de junho de 1925. Olegário Paiva faleceu em São Paulo, a 14 de maio de 1935, seu corpo, no entanto foi dada a sepultura no Cemitério de Mogi das Cruzes. Anos depois, num merecido preito à sua pessoa, seu nome passou a integrar na nomenclatura de nossas ruas.






  




ALUNOS: Leonardo, Letícia Yukari, Lukas, Mateus Reolo, Patrícia, Phelipe, Rubens, Tuane, Yasmin, Yudy, Agnaldo, Amanda, Andressa, Barbara, Bruno, Caroline, Christian, Felipe, Guilherme e Julia. - 2ºE.            



Fonte: 


Livro História de Mogi das Cruzes, de Isaac Grínberg, São Paulo 1961 

Livro Personagens de Mogi das Cruzes - Regis Toledo.

Manoel Eloy da Cunha Rudge


Manoel Eloy da Cunha Rudge, nasceu em 2 de dezembro de 1866, em Mogi das Cruzes, na antiga Freguesia de Biritiba Mirim.
Levado a frequentar uma escola isolada, ocupou uma das carteiras de alfabetização até o 3º ano. Mais tarde, passou a trabalhar na lavoura, trocando os cadernos e livros pelas ferramentas agrícolas.
Quando jovem, foi transparecendo certo dinamismo e um grande espírito de liderança, algumas das suas principais virtudes que viriam acompanhá-lo durante sua vida.
Mais alguns anos, não demorou para obter a oportunidade de administrar os próprios negócios. Inicialmente, passou a cultivar café. Depois, investiu na extração de madeira e na fabricação de carvão, cuja produção vendia para a Companhia de Estrada de Ferro.
Em novembro de 1890, casou-se com Rosa Maria Faria. Da união nasceram os seguintes filhos: Felesbina da Cunha, Benedicto da Cunha Rudge e Esthelina da Cunha Rudge.  

Ao passar dos anos, morando próximo ao seu irmão Antônio José da Cunha Rudge, na Rua José Bonifácio, na altura do número 18. Manoel Eloy, fruto dos bons relacionamentos políticos que mantinha os homens que lideravam a politica mogiana naquela época, foi convidado para iniciar carreira. Filiou-se ao Partido Republicano.
Apesar de nunca ter transmitido qualquer simpatia apela política, escreveu as primeiras linhas da historia mogiana em 1914.
Nessa época, em que havia candidatos ao cargo de vereador e ao cargo de suplente de vereador, Manoel Eloy, foi candidato ao cargo de suplência. Os 242 votos recebidos, o relacionou entre os candidatos eleitos.
No ano de 1917, próximo ao final da sua legislatura, teve a seu nome relacionado junto aos oficiais da Guarda Nacional. Adquiriu a patente de Capitão. A partir de então, o Capitão Manoel Rudge, só voltaria ao palco político em 1923, ano que foi marcado pela morte de seu único irmão.
Compromissado com a sociedade, se manteve a disposição de seu destino. Dessa vez foram 222 votos recebidos, que o levou ao 5º lugar. Foi a sua última estada na política.
Distante das atividades profissionais e sociais, desejando viver mais próximo dos seus filhos, em sua maioria vivendo na capital, Capitão Manoel Rudge comprou uma casa na Avenida Celso Garcia, no bairro do Tatuapé, e para lá se mudou com alguns parentes.
Vivendo do patrimônio, assessorado por alguns filhos, o Capitão Manoel Rudge ainda investiria em algumas transações imobiliárias, chegando a ser proprietário de outros imóveis, dentre eles uma bela grande casa no Bairro da Penha, local onde viveu até os seus últimos dias.
Manoel Eloy da Cunha Rudge, faleceu em 22 de agosto de 1952

                                            Rua
A Av.Capitão Manoel Rudge localiza-se na Vila Oliveira próximo a locais como o cemitério São Salvador e a praça Norival G Tavares.


Foto da antiga sede da IMOT-Instituto mogiano de ortopedia-traumologia-fisioterapia,localizada na Av.Manoel Rudge







Fotos do Cemitério São Salvador 



ALUNOS:Amanda Araujo, André Busatto, Ângelo Thomaz, Bruna Ribeiro, Caique Mathias, Caroline Sena, Fernanda Zoli, Gustavo Augusto, Kauê de Moura, Letícia Vicentino, Luara Ariel, Mariana Cruz, Matheus Leonardo, Pedro Henrique, Rodrigo Vali, Sascha Maia, Thaís Araujo, Vitória Cardoso e Ygor Carvalho. 2º E.


FONTES:

Genealogia da familia Cunha Rudge

Arquivo Municipal de Mogi das Cruzes

Personagens de Mogi das Cruzes - Regis Toledo

Isidoro Boulcault


Isidoro Boucault nasceu em 10 de março de 1891, na cidade de amparo (SP) e faleceu em 22 de agosto de 1967, aos 76 anos, na cidade de Mogi das Cruzes. Participou, paralelamente ao exercício de sua profissão de dentista, de inúmeros empreendimentos filantrópicos, sociais, educacionais e políticos no município de Mogi das Cruzes.

 Vida pessoal

Isidoro Boucault nasceu em uma fazenda na cidade de Amparo (SP), filho do mogiano Salvador Boucault e da amparense Maria Gertrudes Leme.

Boucault ficou órfão logo cedo, tendo que mudar para São Paulo, capital, e morar com seu tio paterno, Guilherme Boucault, que o acolheu com muito carinho.

Isidoro foi alfabetizado pelos professores particulares contratados por seu pai na época em que morava na fazenda em Amparo. Ao ir morar com seu tio, este o matriculou para fazer o curso primário, ainda na capital.

Quando Guilherme comprou uma casa localizada na atual Rua Dr. Deodato Wertheimer, Isidoro chegou a Mogi das Cruzes para fixar residência. Nessa época, ele conheceu Basílio Batalha, com quem passou ter grande amizade. Com Basílio, Isidoro passou a trabalhar como auxiliar de dentista. Foi no contato com a profissão que surgiu o desejo de ser dentista. Incentivado pelo trabalho, em 1910, passou a fazer parte do corpo docente da Faculdade de Odontologia de São Paulo.

Neste período de retorno à capital, Isidoro passou por dificuldades, mas mesmo com problemas, veio a concluir seu curso em 1914.

De volta a Mogi das Cruzes, passou a exercer a profissão e, em março de 1915, casou-se com Vera Cruz de Mello.

Veio a falecer em 22 de agosto de 1967, aos 76 anos, na cidade de Mogi das Cruzes, sendo enterrado no Cemitério São Salvador;
                                                                                                                                                   

Política

A carreira de Isidoro Boucault na política começou ainda cedo, quando ele tinha 28 anos. Isidoro passou a integrar o Partido Republicano, que o lançou para concorrer às eleições para vereador em outubro de 1919. Na apuração. Isidoro foi um dos eleitos, tendo uma destacada atuação na Câmara, prosseguindo, assim, com a credibilidade de uma figura atuante nas diversas áreas das quais a população tivesse necessidade.

Nas eleições de 1921, Isidoro foi reeleito vereador, cargo que passaria a ocupar até 1928. Neste período, foi inclusive eleito Vice-Presidente da Câmara Municipal nos anos de 1925, 1926 e 1927. Em 1928, alegando divergências políticas, Boucault pediu renúncia do cargo.

               Quando foi deflagrada a Revolução de 1930, movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e  Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de Estado, no qual depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impedindo a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pondo fim à República Velha, uma Junta Governamental foi organizada pelo governo para administrar a cidade. Isidoro Boucault foi então nomeado, em outubro deste mesmo ano, “Governador do Município”, um cargo superior ao do Prefeito, para cujo cargo fora nomeado Francisco Affonso de Mello.

               Boucault passou pouco tempo neste cargo. Logo, em novembro seguinte, o governo resolveu dissolver este cargo e reorganizar a política, o nomeando Prefeito da cidade de Mogi das Cruzes.

               Em abril de 1932, após ter deixado o cargo, assou a ser membro do Conselho Consultivo Municipal, um órgão criado para auxiliar a administração do município neste período complicado.

               Sua “última participação” na política foi quando voltou à Câmara Municipal em 1936, como prova da sua competência e reconhecimento dos eleitores mogianos.
                                                                                                                                                      

Outros projetos

               Em 1920, Isidoro Boucault percebeu que a cidade necessitava direcionar-se para o progresso. Foi assim que, junto com outros grandes senhores da sociedade mogiana, organizou e fundou a Associação Comercial e Industrial de Mogi das Cruzes, atualmente a Associação Comercial de Mogi das Cruzes, que visa representar o comércio mogiano; sendo ele nomeado membro da Comissão de Estatuto.

               Já em maio de 1934, Isidoro propõe a criação de um Ginásio Municipal, e em fevereiro do ano seguinte, foi líder e um dos maiores colaboradores, quando o ginásio foi transformado em Estadual.

               Em meados do ano de 1938, ao visitar as instalações do Liceu Braz Cubas, Isidoro fica sabendo das dificuldades que a administração vinha enfrentando pelas exigências impostas pelo governo. Na iminência de ser fechado, Isidoro resolveu adquiri-lo, e em 1939, passou a funcionar sob a sua direção, tendo o mesmo um novo destino.

Isidoro também foi Provedor e Diretor da Santa Casa da Misericórdia por 12 anos. Além disso, participou da fundação da Associação dos Cirurgiões Dentista de Mogi das Cruzes e do Clube Náutico Mogiano, foi presidente do União Futebol Clube, do Tiro de Guerra, da Associação Recreativa Mogiana, da Associação Atlética Portuguesa, do Itapeti Clube e da Sociedade Amigos de Mogi.

Festa do Divino

               No ano de 1928, Isidoro Boucault e sua esposa, Vera Cruz de Mello Boucault, foram escolhidos como festeiros da Festa do Divino.


Entrevista

                Nosso grupo tentou entrar em contato com os familiares de Isidoro Boulcault, porém nao tivemos retorno nessas tenativas, pois Dori Boulcault (neto) estava com a agenda cheia nas vezes que tentamos marcar uma entrevista. Vera passa por problemas de saúde e nao podemos entrar em contato. Outros familiares ja faleceram ou nao chegaram e conhece-lo.

Edificio Isidoro Boucault


Fotografias do Túmulo de Isidoro Boucault




ALUNOS:  Aline Mayumi Kikuchi, Camila Maltez Rodrigues, Emilie Emmanuelle L. dos Santos,  Guilherme Henrique de OliveiraKaroline Chaves Machado, Leonardo Takato Kikuchi, Lucas Ferreira Ragazzon, Matheus Pellizzaro Giovannoni, Raphaella Omura Bittencourt, Talyson Do Nascimento Salles, Augusto de Oliveira Lavitschka, Daniele Hiromi Tamamoto, Felipe Pardini, Italo Sandoval Ramos De Oliveira, Leonardo de C. F. Padilha Aguilar, Leticia Fernandes de Morais, Marcela De Araujo Morais, Othávio Correia De Freitas, Sarah Gomes Nunes e William Kenji Tomonari.

FONTES:
OS GRANDES PERSONAGENS DA HISTÓRIA - REGIS TOLEDO.
CEMITÉRIO SÃO SALVADOR.